Este weblog tem como objetivo desenvolver o projeto do 1º sem de 2010. Os alunos do 2º período do curso de Pedagogia do Instituto AVM deverão articular os conhecimentos das disciplinas com o tema Educação e Cidadania no RJ e a leitura de "Pedagogia do Oprimido" de Paulo Freire. Este período é composto por 5 disciplinas: Educação e Meio Ambiente, Políticas Educacionais, Didática I, Promoção da Saúde e Qualidade de Vida e Legislação Educacional.
A Educação Ambiental deve buscar a motivação do aluno para a mudança de atitudes e valores, visando sensibilizá-lo para a transformação ambiental de sua realidade. Como futuros pedagogos, temos o desafio de formar alunos capazes de fazer bom uso da liberdade (com repeito a si mesmo e ao próximo) sendo extremamente capazes de usar suas habilidades e condutas que facilitem o convívio em comunidade: uma comunidade limpa, que respeita o espaço e o trabalho dos outros (quando jogamos lixo nas ruas, desrespeitamos o espaço e o trabalho de um outro indivíduo). A escola deve preparar o aluno para a comunicação em massa, para resolver problemas práticos utilizando conhecimentos científicos, buscando se aperfeiçoar continuamente com responsabilidade, criatividade e criticidade. Nossos alunos não são páginas em branco, sem história ou experiências anteriores. Todos já trazem uma bagagem ambiental, só que essa visão é às vezes romântica. Nesse aspecto, Paulo Freire enfoca no livro "Pedagogia do Oprimido" o poder da educação na formação de alunos (sejam crianças, jovens, adultos e idosos) em cidadãos atentos a todas as transformações que ocorrem na sociedade traçando um elo de ligação nas relações com outros indivíduos capazes de transformar o mundo, resultando numa grande corrente. A partir daí, ao se relacionar o ser humano produz conhecimentos que se tornam verdades e legitimam o saber de forma prática. É uma solução, de cunho pedagógico, portanto, entender a gênese dos hábitos sociais para poder se educar com foco na cidadania. Freire nos incentiva a restaurar e renovar práticas pedagógicas e hábitos, indo além da entre teoria: formar praticando! Com isso podemos fazer com que todos, inclusive nós, assumam responsabilidades visando melhorias contínuas e a defesa de nosso patrimônio ambiental, intelectual e social. O grande objetivo é idealizar um processo pedagógico capaz de libertar os indivíduos da opressão, desenvolvendo uma consciência de alta liberdade com responsabilidade, com plena capacidade de questionar e criticar as relações de um para com outros.
Disciplina: Educação e Meio Ambiente Projeto INterdisciplinar realizado pelo grupo: POR UM MUNDO MELHOR, composto por: KARINA ARROYO CRUZ GOMES PEREIRA MARCO ANTONIO DA COSTA RAQUEL CAROLINA GONÇALVES DE MORAES
Educação e Meio Ambiente
Educação e Cidadania no Rio de Janeiro
O tema de abordagem tem como base a reportagem do RJTV 1ª edição, que sinaliza o descaso e a falta de informação da população com relação ao lixo que é jogado nas ruas produzido pelo consumo, muitas vezes, desnecessários ao ser humano e ao meio ambiente e o livro de Paulo Freire “Pedagogia do Oprimido”, onde o autor faz uso do Pensamento de Marx quando se refere à relação dialética subjetividade – objetividade: teoria e prática / conscientizar para transformar.A Educação exerce papel fundamental no processo de libertação, porém deixando bem claro, como o autor mesmo disse:
“Ninguém educa ninguém, ninguém educa a si mesmo, os homens se educam entre si, mediatizados pelo mundo”
Calcula-se que apenas metade do lixo produzido diariamente no país é coletada. Desta metade, só uma pequena parcela vai para os locais adequados (aterros sanitários, incineradores, usinas de reciclagem e compostagem). Outra parte é jogada em rios que abastecem regiões ou levada para lixões clandestinos a céu aberto. Nessa contagem, entra também o lixo jogado nas ruas, que acabam por entupir os bueiros e galerias de águas pluviais, provocando enchentes quando ocorrem chuvas mais fortes.http://www.cidadesdobrasil.com
Nossa proposta é um projeto de Educação Ambiental, onde trabalharíamos com a modalidade Formal e Não Formal, abrangendo não só as escolas, mas também várias instituições como igrejas, empresas locais, associação de moradores, enfim, a comunidade.Criaríamos um grupo teatral desenvolvido em uma escola, que faria apresentações em outra escola e nas instituições citadas dentro do bairro e posteriormente nas localidades adjacentes e outro grupo composto por participantes da comunidade, onde trabalharíamos as estratégias de informação e de conscientização da Educação Ambiental nas instituições em geral.Utilizaríamos os seguintes recursos:
Promoção de cursos e palestras de sensibilização e mobilização ambiental;
Desenvolvimento em parceria com empresas locais de projetos de reciclagem e coleta seletiva;
Prática de atividades de sensibilização ambiental em campo aberto (praças, quadras abertas) ou em igrejas e associações;
Estímulo a atividade lúdicas que valorizem o ambiente onde a comunidade está localizada;
Entre outras.
Queremos mostrar que somos capazes de transformar, modificar hábitos e costumes a partir do incentivo, união e principalmente o próprio “querer” dentro de nós. Se os bairros, cidades, países, climas, ou seja, seus órgãos estão dando sinais de que o planeta está adoecendo, temos que agir como imunizadores. Somos os anticorpos do planeta se não o protegermos ele morrerá antes da hora e nós estaremos juntos, mais, morrendo com ele.
IAVM - Licenciatura em Pedagogia – 2ª período Grupo: Raquel da Conceição, Fernanda da Silva Villaça e Glaucia Isaias Gomes
Paulo Freire, em seu ensaio "A Pedagogia do Oprimido", em suas palavras iniciais, aborda uma questão importantíssima, e diz: "um dos aspectos que nos surpreendemos...quer na aplicação de uma educação realmente libertadora, é o "medo da liberdade"." Cremos que esse medo é aprendido, enquanto decorrência, daquilo que ele (Freire) denomina de Pedagogia Bancária, quando diz: Esta concepção "bancária" implica...., envolvem sua falsa visão dos homens. Aspectos ora explicitados, ora não, em sua prática." Uma dessas implicações é como ele mesmo diz: "uma dicotomia inexistente homens-mundo. Homens simplesmente no mundo e não com o mundo e com os outros. Homens espectadores e não recriadores do mundo." Após assistirmos aos vídeos disponibilizados no site e com base em todo conteúdo que foi tratado durante esta matéria, verificamos o descaso com que o lixo é tratado pela população. É como se não fizéssemos parte do Meio Ambiente. Como se realmente existisse uma dicotomia entre homens-mundo. Diante deste quadro que expressa o "ModusOperandi" social, podemos identificar e sugerir algumas soluções. Segue: 1)Ampliar a utilização de campanhas educativas, com prazo indeterminado, através das várias mídias disponíveis, tais como anúncios, vídeos, folhetos educativos e quaisquer outras que atinjam o público-alvo. 2)Engajar a sociedade civil, através de suas representações, em uma grande campanha de conscientização, com o objetivo final de tornar a nossa cidade limpa. 3)Incentivar, ainda mais, a reciclagem do lixo, como uma das únicas maneiras de ajudar a conservar o nosso meio ambiente e prepará-lo para as nova gerações. 4)Aumentar, drasticamente, o número de recipientes, inclusive mudando seu layout para sua melhor visualização, por parte da população e maior eficiência na coleta de lixo em uso na cidade. 5)Disponibilizar para a população novos recipientes de lixo que possam receber resíduos de tamanho médio, como, por exemplo, restos de coco, em especial, em especial nas áreas de lazer da cidade. 6)Paralelamente às campanhas educativas, o governo deveria implementar uma maior fiscalização em relação ao destino do lixo, de forma que as empresas sejam responsabilizadas em relação ao lixo que produzem, inclusive com sanções financeiras. 7)Discutir junto as regiões administrativas a implantação de postos de entrega voluntária de material reciclável e contratar catadores para atuarem como educadores nesses postos. 8)Organizar junto às escolas visitas monitoradas a centros, associações e cooperativas de triagem e de compostagem, a aterros sanitários e a outras unidades de aproveitamento e tratamento de resíduos. 9)Realizar fóruns de discussão, seminários, cursos de capacitação, eventos culturais, feiras de artesanato com material reciclado.
Estas são algumas soluções que podem ser implementadas para minimizar os problemas que a nossa e todas as grandes cidades, em especial, possuem. Algumas soluções são bem simples e outras um pouco mais trabalhosas, mas todas podem ser colocadas em prática se houver uma determinação das autoridades constituídas. Quem sabe assim, no futuro, nossos filhos e netos possam usufruir de um planeta mais limpo e que toda a tecnologia desenvolvida e a ciência possam em harmonia com o meio ambiente, de forma a potencializar seus recursos, utilizando-os de forma mais racional. É neste diapasão que a Educação Ambiental pode e deve atuar.
Trabalho realizado pelo Grupo Terracota, Washington Luiz Ribeiro da Silva Hércia das Mercês Bezerra da Silva Renata de Araújo Gomes Bezerra de Menezes BiancaMara Cruz Pacheco
No RJTV fala do desrespeito ou descuido de quem joga lixo nas ruas. Assim como do alto gasto para limpar toda a sujeira.
“Em toda cidade, são recolhidas 8,8 mil toneladas de lixo por dia. É bom explicar que o problema não é o lixo residencial, esse que a gente bota na porta de casa ou na lixeira dos prédios. O vilão é o lixo que é jogado na rua, por dia, 3,5 mil toneladas. Mais pesado ainda é o gasto para tirar ele da rua: R$ 33 milhões por mês.”
A pedagogia do oprimido, proposta por Paulo Freire, sugere o questionamento das práticas nas quais os sujeitos oprimidos estão imersos. A partir da conscientização desse e nesse processo, é que vai havendo a libertação dos sujeitos e, consequentemente, surgindo das práticas, o perfil de um homem novo.
Seguindo este pensamento proposto no livro de um novo homem, e com os dados de gastos excessivos, assim como o conteúdo que nos foi esclarecido em nosso curso podemos partir para a ação. Sendo assim, pensaríamos em cuidar destes lixos como cuidamos os de nossas casas. Contudo a partir de pequenas atitudes teríamos como investir em:
§Coleta seletiva
§Cooperativas de catadores de lixo, nas lixeiras seletivas, das ruas
§Cooperativas de reciclagem
Atitudes simples evitariam:
1.gastos milionários,
2.enchentes e
3.poluições do solo...
Assim como gerariam:
1.empregos,
2.fontes de rendas para as cooperativas,
3.ruas mais limpas e uma população mais educada e consciente de seus atos e hábitos.
Arte feito em caixa de ovos. A reciclagem é uma das formas de tentativa para diminuir a degradação de lixo no planeta. A arte consegue fazer um intercambio com a reciclagem criando assim materiais fantásticos.
Essa combinação de arte com lixo, nos proposiona maravilhosas obras de arte. Quanta criatividade tem um bom artista não é?
*Charge produzida pela aluna Daniele da Costa após as reflexões do grupo.
Paulo Freire, no seu “A pedagogia do Oprimido” fala da condição do oprimido de admirar o opressor. O oprimido foi educado para considerar o modo de vida e o padrão de consumo do opressor como corretos.O oprimido aloja, dentro de si, o opressor. Quanto mais se consome, quanto mais se possui, melhor. Essa é a cruel face do sistema ideológico, ainda vigente nos dias de hoje. Ensina o ser humano a ser opressor-oprimido. Para superar essa condição, não basta o oprimido virar um “novo opressor”. É preciso ser “mais” que isso, é preciso que o oprimido se liberte verdadeiramente da ideologia do opressor. A questão ambiental nos coloca, frente a frente, com opressor que existe em cada um de nós. Essa atitude, de opressor, está nos levando a destruir o Planeta Terra. Mas a natureza, com sua matriz dialética, também nos oprime com catástrofes naturais. Como deixar de ser opressor-oprimido pela natureza? Eis ai a grande questão.
Como vimos na reportagem do RJTV, o lixo é tratado com total descaso pela população. Afinal, por que é tão difícil jogar o lixo no lixo?
Mundo complexo, problemas complexos e soluções complexas...
A educação ambiental vista nesta perspectiva da complexidade impulsiona aqueles que buscam pensar globalmente e agir localmente por meio de ações coletivas numa visão inter e transdisciplinar. A questão do lixo tratada nesta perspectiva será trabalhada de forma que articule ações coletivas na comunidade do bairro envolvendo Associações de Moradores, Escola, Igrejas, Comunidades do entorno, traçando metas a serem alcançadas no sentido de solucionar o problema. As possíveis soluções seriam:
1. Realizar atividades de sensibilização que permitam uma mobilização da comunidade (bairro, escola. associação, etc.) para buscar soluções coletivas sobre a questão do lixo;
2. Fornecer à comunidade informações sobre as formas de Reduzir, Reutilizar e Reciclar o lixo;
3. Oferecer palestras sobre o manejo correto dos resíduos sólidos evitando-se problemas à nossa saúde e impactos sobre o meio ambiente;
4. Oferecer oficinas sobre formas de reutilização do lixo;
5. Discutir com a comunidade (bairro, escola, associação, etc.) a prática de um consumo sustentável.
E para encerrar, como a rua mais suja do Rio, fica em Madureira, bairro onde ficam duas tradicionais escolas de samba, o Império Serrano e a Portela, nosso trabalho só poderia terminar com samba. Vamos encerrar com o antológico desfile do carnavalesco Joãozinho Trinta, de 1989, “Ratos e Urubus: larguem a minha fantasia”, conhecido também o “O luxo do Lixo”. Este samba começa com os seguintes dizeres “Reluziu... É ouro ou lata.” Nos dando uma grande lição: O LIXO É OURO.
O vídeo poderá ser visualizado no endereço abaixo:
Grupo Ambientação: Adriana Lourenço Barreira, Carla Maria de Abreu Araujo, Daniele da Costa Santos, Isabela do Nascimento Nogueira, Leiliane de Oliveira e Maria Conceição Lopes da Cunha
A Reportagem do RJTV tem como tema o descaso da população com relação ao lixo que é jogado nas ruas, produzido pelo consumo desenfreado.
A dicotomia entre consciênciaXconsequência não faz parte da ação de jogar lixo na rua.
Um dos passos para mudar essa realidade é procurar fazer uma integração entre: escolas, assossiações de moradores, igrejas e o comércio local
Criando um projeto cujo objetivo é conscientizar a população a respeito da educação ambiental através da coleta seletiva de lixo e da reciclagem.
Segundo Paulo Freire o aprendizado se dá em dois momentos: o 1º é aquele onde os oprimidos vão descobrindo o mundo da opressão e através da práxis vão se transformando; e o 2º é aquele no qual a pedagogia do oprimido deixa de existir e se torna a pedagogia dos homens em processo de constante transformação.
Por esse método, através da comunidade escolar e do entorno trabalharemos a troca de informações e da prática de como cuidar do ambiente e preservá-lo.
A proposta é junto ás instituições já citadas promover parcerias onde cada um fará uma parte do desenvolvimento do projeto.
ESCOLAS:Criar grupos de teatro com temas da educação ambiental desenvolvidos em sala de aula, e a partir daí ultrapassar os muros da escola propagando essas idéias de coleta seletiva e reciclagem envolvendo a comunidade;
IGREJAS E ASSOCIAÇÕES DE MORADORES: Recrutar voluntariado para a execução do projeto. Sendo a ponte escola-comércio
COMÉRCIO: Atuar na coleta seletiva de lixo e na conservação da limpeza na sua área, e vender os objetos reciclados produzidos na escola. Os recursos obtidos nessa venda serão:
Revertidos para melhorias no projeto, e para a população participante;
E para montar, no fututro, uma cooperativa de catadores de lixo, visando a continuidade do projeto.
A participação de todos gerará uma integração homem-ambiente. fazendo com que cada um se perceba parte integrante da natureza, conscientizando-se de que agredir a natureza será como agredir a si mesmo.
"os rumos possíveis desse processo são possíveis projetos e, por conseguinte a conscientização não é apenas conhecimento ou reconhecimento, mas opção, decisão, compromisso." (Paulo Freire-Pedagogia do Oprimido).